UNILAVRAS

Ontem Estagiário, Hoje CEO

Por Diego Nascimento*

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“Eu comecei na empresa como estagiário e mantive sempre um relacionamento amistoso e sincero com todos os colegas do escritório. Com o passar do tempo, assumi novos desafios dentro da corporação e, décadas mais tarde, fui convidado a ser o Chief Executive Officer (CEO). Eu não planejei nada disso.” Ouvi esse breve relato do comandante de uma das maiores multinacionais do planeta. Pautado em um discurso que esbanjava acolhimento e simplicidade, aquele homem natural do interior do país (sim, ele é brasileiro) está hoje inserido entre os grandes executivos de sua área. Detalhe: ele não se refugiou debaixo do diploma da universidade/faculdade A ou B para exigir respeito e nem da arrogância que muitos insistem em construir. Simplesmente buscou a qualificação, concentrou esforços e trabalhou.

Nem sempre conseguiremos realizar o que sonhamos, mas podemos chegar perto. Em outros casos que conheço (e não são poucos), a determinação trouxe resultados inimagináveis e profissionais até pouco tempo ofuscados com as rotinas diárias se tornaram líderes capazes de transformar vidas. Embora o personagem do primeiro parágrafo disse nunca ter imaginado alçar um voo tão alto, recomendo que o planejamento seja um companheiro diário. É por meio dele que traçaremos uma linha do tempo para iniciar um curso ali, remodelar a forma de trabalhar aqui e, o mais importante: policiar nossas atitudes para nos tornarmos pessoas melhores. (Risos…) consigo enxergar do outro lado da tela sua expressão facial pensativa e reflexiva. Mas e agora?

Quem já não teve a sensação de que está fazendo tudo errado? Recentemente um amigo meu disse que sempre saía desapontado de palestras com casos de sucesso. Aparentemente, os preletores alcançaram o êxito simplesmente “apertando um botão” de siga em frente. Concordo com ele. O grande erro das palestras motivacionais é não mostrar as quedas, as decepções e as gotas de suor derramadas por TODOS. Daí aquele sentimento de frustração que pode estar batendo à sua porta justamente agora. Sim: quero que continue a ler, ouvir e assistir a fatos inspiradores, mas mantenha os pés no chão. Há pedras pelo caminho e você também precisará se desviar delas.

Finalmente, sugiro que não jogue a toalha e mantenha o curso rumo ao “infinito e ao além.” Vivemos em um planeta com mais de sete bilhões de pessoas e não somos apenas “mais um.” Somos aqueles que podem mudar muita coisa e até salvar vidas. Reflita, estude, se organize, trabalhe, sonhe, trace objetivos e, sempre que puder, compartilhe os erros e os acertos. Muita gente agradecerá, pode apostar.

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